No atendimento ao público do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Anair, em Cachoeirinha, a rotina de Izabella D’Ávila Antonelli, de 18 anos, mudou nos últimos meses. Desde fevereiro, a jovem vive a experiência do primeiro emprego por meio do Programa Partiu Futuro Reconstrução.
Moradora do bairro Jardim América, onde vive com a mãe e três irmãos, Izabella nunca havia trabalhado com carteira assinada. A oportunidade trouxe não apenas uma nova rotina, mas também mais segurança para pensar no futuro.
“Lá em casa todo mundo ficou muito feliz. Eu nunca tinha trabalhado antes e estava até com receio no início, porque hoje em dia a gente fica desconfiado de ofertas de vagas na internet. Mas quando vi que o programa era sério, fiquei muito contente com a oportunidade”, conta.
No CRAS, Izabella atua no atendimento ao público e no agendamento de serviços. O contato direto com a comunidade tem sido uma das experiências mais marcantes.
“A gente conhece muitas histórias e diferentes realidades. Isso nos faz entender melhor os direitos das pessoas e também perceber problemas que às vezes estão fora da nossa bolha”, afirma.
A jornada de quatro horas diárias também permite que a jovem continue estudando e se preparando para novos desafios. Depois de concluir o ensino médio, ela agora planeja ingressar no ensino superior.
“Consigo trabalhar e ainda ter tempo para estudar. Já pensei em Administração e História, mas agora estou mais inclinada para a área de tecnologia, como Ciências da Computação ou Engenharia da Computação”, diz.
Em Viamão, o estudante Kennedy Kauã Cravo da Costa, de 15 anos, também vive a experiência do primeiro emprego. Aluno do primeiro ano do ensino médio, ele trabalha no atendimento ao público no CRAS do município.
Antes de iniciar as atividades, Kennedy conta que era bastante tímido. A convivência diária com colegas de trabalho e com o público ajudou a mudar essa realidade.
“Eu era muito quieto, ficava no canto e tinha vergonha de falar com as pessoas. Hoje já consigo me comunicar muito melhor, tanto com os colegas quanto com o público. Estou entendendo melhor como funciona o ambiente de trabalho”, relata.
O interesse pela área de tecnologia também ganhou força durante o período de formação.
“A área que eu mais gosto é computação. Aqui aprendi a usar programas como PowerPoint e Word, e isso me ajudou bastante. Eu gostaria de seguir nessa área no futuro”, afirma.
Em casa, a experiência é motivo de orgulho para a família.
“Minha mãe está super feliz. Para mim está sendo ótimo, tanto pelo curso e pelo trabalho quanto pelas coisas que a gente leva para a vida pessoal”, diz.

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