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Sábado, 25 de Abril 2026

ESPECIAL POLÔNIA

ANMPOL inaugura nova era de cooperação entre Brasil e Polônia com foco em desenvolvimento, cultura e projeção internacional

Criada na Assembleia Legislativa do RS, entidade articula municípios com presença polonesa, impulsiona agenda global e reposiciona a diáspora como ativo estratégico nacional

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
ANMPOL inaugura nova era de cooperação entre Brasil e Polônia com foco em desenvolvimento, cultura e projeção internacional
O presidente da ANMPOL, Marcio Rosiak, durante o ato histórico de criação da entidade, conduzindo a articulação que consolida a união dos municípios de origem polonesa e inaugura uma nova fase de cooperação internacional e desenvolvimento.
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Porto Alegre (RS) – A criação da Associação Nacional dos Municípios com Etnia Polonesa (ANMPOL), oficializada em ato solene na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, marca um divisor de águas na relação entre Brasil e Polônia. Mais do que uma entidade de representação cultural, a ANMPOL nasce com estrutura institucional robusta e uma agenda estratégica que integra diplomacia subnacional, desenvolvimento econômico, educação, turismo e governança, posicionando a diáspora polonesa como protagonista de uma nova fase de cooperação internacional.

O movimento reúne lideranças brasileiras e representantes do Parlamento polonês em torno de um objetivo comum: transformar laços históricos em oportunidades concretas de crescimento. A entidade articula municípios com forte presença da etnia polonesa, especialmente no Sul do país, criando uma rede nacional voltada à captação de investimentos, intercâmbio de conhecimento e fortalecimento das identidades culturais. Para o deputado polonês Mariusz Kałuszny, a iniciativa simboliza um compromisso histórico: “A Polônia não esquece seus filhos”, afirmou, ao destacar o papel da ANMPOL como ponte institucional entre os dois países.

No campo econômico, a associação propõe uma mudança de paradigma ao tratar o legado polonês como ativo estratégico de desenvolvimento. A valorização do turismo de raízes, da cultura e da inovação tecnológica integra uma agenda que busca gerar emprego, renda e dinamismo regional. A criação de uma Diretoria de Projetos e a articulação para captação de recursos nacionais e internacionais reforçam essa vocação. Segundo o presidente da entidade, Marcio Rosiak, a proposta é clara: transformar patrimônio histórico em oportunidade econômica e posicionar os municípios em redes globais de cooperação.

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A governança da ANMPOL também se destaca como um diferencial. Com vice-presidências específicas para os poderes Executivo e Legislativo, além de conselhos consultivos, fiscais e um Conselho de Ex-Prefeitos, a estrutura foi desenhada para garantir eficiência, continuidade administrativa e segurança jurídica na celebração de convênios. O apoio institucional da Confederação Nacional de Municípios, por meio de Paulo Ziulkoski, amplia o alcance político da entidade em Brasília e fortalece sua capacidade de articulação nacional.

No eixo educacional e cultural, a associação aposta na preservação da língua polonesa como ferramenta de identidade e qualificação profissional. Experiências como a de Guarani das Missões — onde o idioma é ensinado na rede municipal com professores vindos da Polônia — devem ser replicadas em outros municípios. A proposta inclui intercâmbios estudantis e convênios educacionais, conectando jovens brasileiros a oportunidades acadêmicas e profissionais na Europa.

A agenda cultural ganha ainda mais força com a proximidade do sesquicentenário da imigração polonesa no Rio Grande do Sul, em 2026. A ANMPOL lidera a organização de um calendário nacional de celebrações que terá como destaques cidades simbólicas como Áurea e a própria Guarani das Missões. Entre os eventos, a 17ª Polfest Internacional desponta como vitrine do potencial turístico e cultural da diáspora, consolidando-se como a maior festa típica polonesa da América Latina.

O impacto da iniciativa ultrapassa fronteiras. A transmissão do ato de fundação pela TV República da Polônia evidenciou o reconhecimento internacional da comunidade polono-brasileira, estimada em cerca de 2 milhões de descendentes — a terceira maior do mundo. Para lideranças como o conselheiro Iradir Pietrowski, esse é o momento de transformar memória em protagonismo institucional.

Ao reunir história, identidade e estratégia, a ANMPOL inaugura um novo modelo de atuação para comunidades étnicas no Brasil. A entidade não apenas resgata o passado, mas projeta o futuro ao conectar municípios, governos e instituições em uma agenda global de desenvolvimento. Em um cenário de crescente valorização da diplomacia descentralizada, a associação posiciona o Brasil como referência na integração entre cultura e política pública, transformando a força da diáspora em motor de crescimento e cooperação internacional.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa ANMPOL: Aline Rosiak / Redação e Jornalismo: Marcos Medeiros
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Jornalista e assessor de comunicação, com atuação destacada na produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Com perfil estratégico e olhar atento à notícia, desenvolve reportagens, planejamentos editoriais e projetos especiais...

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